sexta-feira, 7 de abril de 2017

Ela Leu #29 - Dorothy tem que morrer - Danielle Paige {vídeo + texto}




Essa resenha, provavelmente, contém spoilers para quem ou nunca leu O mágico de Oz ou nunca viu o filme, só avisando.

O livro conta a história de Amy Gumm, uma menina do Kansas que está terminando o ensino médio e não possui uma posição de status muito boa na escola. Ela sofre bullying das meninas ditas populares da escola e não vê a hora da escola acabar para que a perseguição também acabe.

Como se não bastasse os problemas escolares há os problemas familiares. Amy não possui uma família muito bem estruturada. O pai ausente, mal é citado no livro e a mãe tem sérios problemas com drogas, remédios e álcool.

Partindo para história em si, nós temos esse outro tornado que atinge a cidade do Kansas novamente (isso não é um spoiler, é um fato necessário para que ela adentre Oz).

Lá ela descobre que Oz não está tão bonito como nos mostraram nos filmes, e que a estrada de tijolos amarelos está completamente destruída.

Se for para ambientar visualmente, eu diria que Tim Burton foi inspiração pra recriar esse mundo já tão conhecido, só que dessa vez com traços sombrios.

Lá ela descobre que Dorothy retornou à Oz um tempo depois e quis se tornar uma princesa do local, já que ela o tinha salvo.

Então nós temos os responsáveis que trouxeram Amy para salvá-los. As bruxas más. E nessa parte o livro começa a ficar interessante, porque você não sabe se foram mesmo elas que trouxeram Amy e se elas são confiáveis.

O livro é narrado em primeira pessoa e isso nos traz uma perspectiva muito pessoal da protagonista, o que tornou a leitura muito rica. O livro, para mim, foi tão bem construído que eu só consegui largar após terminar e o fiz em três dias.

Então as missões são dadas à Amy: remover o coração do Homem de lata, roubar o cérebro do espantalho, tomar a coragem do leão e depois, Dorothy tem que morrer.

O paralelo entre o mundo de Oz e a vida da Amy no Kansas, com toda a ideia da mãe é algo muito tocante no livro. São umas sacadas que a autora escreve que tu nem acredita, sabe?

A ideia de tornar a antiga heroína, agora em antagonista foi algo genial e que eu não me recordo de ter lido nada parecido. Dá para acreditar que a Glinda ajuda a Dorothy a conseguir todo esse poder e que os seres que ela ajudou na sua primeira vinda são assassinos em série? Mal posso esperar pela continuação, que já foi lançada nos EUA, e que eu acredito, em breve deve chegar aqui no Brasil devido ao público bem grande que alcançou.

Fetiche Literário: http://bit.ly/2nmBgpi

Pontos que o Cadu citou que eu achei muito importantes:
  • Protagonismo feminino, a relevância das personagens femininas é muito maior que das personagens masculinas (sim, personagem é uma palavra feminina).
  • O romance é algo que não faz o menor sentido na história. O livro poderia decorrer muito bem sem um triângulo amoroso, quem sabe no segundo ou no terceiro? Eu acharia mais interessante.
Me contem se vocês já leram esse livro ou possuem interesse na leitura, não esqueçam que eu estou nas redes sociais como @blogelaescreveu ;)

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